sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Capitu - considerações

O que dizer??

Bom, vamos tentar.

Certa vez me ensinaram que existem dois tipos de música: as para OUVIR, e as outras. As músicas para ouvir são aquelas que não merecem ser escutadas de outra maneira senão com atenção exclusiva, sabe? Você põe o CD (ou o MP3, ou o IPod, ou qualquer outra coisa que saia som) e se delicia com a letra e a melodia.
As "outras" são aquelas que você coloca pra rodar e vai limpar a casa, dançando com a vassoura. São as que não merecem atenção exclusiva. Aliás, que não precisam.

Enquadro no primeiro quesito alguns heróis de meu breve histórico fonográfico, como Los Hermanos, Chico, Lasciva Lula, Nando Reis, entre outros. Apesar de ouvi-los até mesmo enquanto limpo a casa...
E no segundo quesito, não preciso nem falar...

Bem, falei isso tudo na tentativa de me auxiliar a externar o que eu senti ao assistir a microssérie Capitu. E foi isso: trata-se de uma produção para ASSISTIR.



Merece que você se sente em frente à TV e delicie-se inteiramente e exclusivamente com essa releitura do romance de Machado de Assis.

Conseguiram trazer o romance para a modernidade de uma maneira incrivelmente criativa. Sem falar no cenário, na narrativa, nas músicas, nos atores, nos cortes, na própria abertura em si.

Não sou crítica de televisão (e nem tenho subsídios para tal) para avaliar metiiculosamente cada um desses quesitos.
Mas cada detalhe me encantou; encantou tanto quanto a leitura do romance, que se deu na semana passada.
E isso é raro. Aliás, é inédito.

Utilizo duas palavras na avaliação leiga dos três episódios que passaram até agora:
surpreendentemente encantador!

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